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Devocional: Sete razões para orarmos

Do livro de Gênesis ao livro do Apocalipse, a oração sempre fez parte da caminhada do povo de Deus.

Mas se tomarmos o nosso contexto atual, a oração costuma ser um estigma em nosso meio – não deveria ser – e por razões diversas, este princípio por vezes costuma ficar em último plano em nossas vidas.

A oração pode ser definida de diversas maneiras, entretanto de forma simples, oração é a: 

“Expressão da dependência humana de Deus para todas as coisas [...] trata-se de um meio da graça extremamente valioso, pois concede privilégio de comunhão com o Senhor”[1] (Unger e Harrison 2017).

Deus nos redimiu a fim de que pudéssemos ter comunhão com Ele.

Os discípulos de Jesus poderiam ter pedido ao seu Mestre que o ensinassem a pregar, a evangelizar ou até mesmo a como realizar sinais e maravilhas, mas eles pediram se não outra coisa: “Ensina-nos a orar”[2] (Lucas 11:1 ARA).

O apóstolo Paulo também entendeu que na oração devemos ser perseverantes:

“Regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes[3]. (Romanos 12:12 ARA)

Veremos a seguir, sete razões que deve nos constranger à prática da oração, individual ou coletivamente na congregação:

1.  1. Orar é nosso dever:

“Disse-lhe Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer”. (Lucas 18.1 ARA)

A oração é antes de tudo uma obrigação nossa. Não como se estivéssemos fazendo um favor a Deus. Deus não precisa das nossas orações, mas por sua mercê e graça Ele nos ouve e pode atender as nossas orações.

2.  2. Orar é mandamento bíblico:

“Perseverai na oração, vigiando com ações de graças”. (Colossenses 4:2 ARA)

Perseverar é persistir, ser constante, permanecer, conservar-se, ou seja continuar de alguma forma ou maneira. Como mandamento, assim é a oração, um ato contínuo em todas as circunstâncias.

3.  3.O Senhor espera que oremos:

“Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”. (Mateus 6:6 ARA)

O Senhor Jesus espera que o busquemos em oração. A expressão “quando”, denota claramente algo no presente e no futuro. Acima de tudo é uma ação constante.

4.   4. É o meio de alcançar bênçãos:

“Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?” (Mateus 7:11 ARA)

Nenhum pai gostaria de dar ao seu filho – assim deveria ser – pedra ao lhe pedir pão. E mesmo nós sendo maus, sabemos dar boas coisas aos nossos filhos, quanto mais misericordioso é o nosso Deus e Pai que está nos céus. Se o pedirmos da maneira correta (cf. Tg 4:1-3) Ele não vos abençoará? As nossas petições antes de tudo deve glorificar ao nosso Deus.

5.  5. É essencial para nossas vitórias:

“Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”. (Efésios 6:18 ARA)

As necessidades básicas do ser humano são necessidades fisiológicas, necessidades de segurança, necessidade social, necessidade de estima e autorrealização. Essas são portanto algumas das necessidades mais básicas do ser humano. Mas por vezes a vida espiritual passa quilômetros de distância. A oração é essencial para as nossas vidas assim como o alimento é para o estômago. Como parte essencial deve ser praticada todos os dias.

6.  6. Deixar de orar é pecado:

“Quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o Senhor, deixando de orar por vós; antes, vos ensinarei o caminho bom e direito”. (1Samuel 12:23 ARA)

Pecado é tudo aquilo que vai contra o mandamento do Senhor. Pecar é errar o alvo. E quando o cristão não ora, ele erra o alvo. Devemos sempre buscar a Deus em oração para n’Ele recebermos o perdão dos nossos pecados assim como direção para as nossas vidas.

7.  7. Cristo deu-nos exemplo:

“Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade”. (Hebreus 5:7 ARA)

Em todas as coisas Cristo foi o nosso maior exemplo. E na prática da oração não foi diferente. Nos Evangelhos, constantemente Cristo estava em oração. E o escritor aos Hebreus disse que enquanto Cristo “nos dias de sua carne” ou seja, na sua encarnação, clamava, orava e suplicava. Que belo exemplo pra todos nós!

A teologia reformada sempre insistiu na prática da oração. Fomos justificados e santificados para um relacionamento com Deus. Não há nada de errado em saber que Deus é soberano e sabe de todas as coisas. Pelo contrário, esse fato deve nos constranger ainda mais à prática da oração para que possamos descansar e confiar em seus desígnios. Muitas vezes as nossas orações diz respeito a nós mesmos. Isso é aceitável. Mas antes de tudo, as nossas orações deve ser um ato de louvor a Deus, ao seu poder, a sua grandeza e ao seu domínio sobre todas as coisas.

Que tal colocar todos os seus anseios, preocupações, dúvidas e medos diante do Senhor agora mesmo? Busque-o em oração. Mesmo que não soubermos como orar, o Espírito Santo nos ajuda com gemidos inexprimíveis (Rm 8:26).

Que o Senhor nos abençoe e nos guarde. Amém!

SOBRE ESTE ASSUNTO, INDICAMOS PARA VOCÊ:

Oração: experimentando intimidade com Deus (Vida Nova)

 
Deleitando-se Na Oração (Monergismo)



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[1] Unger, Merril F. Oração, pp.928,929.
[2] Todas as passagens citadas correspondem a versão Almeida Revista e Atualizada traduzida por João Ferreira de Almeida.
[3] Grifo nosso. 

Bibliografia

Unger, Merrill F., e R. K. Harrison. “Dicionário Bíblico Unger.” Em Dicionário Bíblico Unger, por Merrill F. Unger e R. K. Harrison. Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

  • Autor: John Hebert dos Santos Fidelis, casado e pai de três filhos. Superintendente da EBD na Congregação Presbiteriana de Pinheiral.



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